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Cálculo Urinário

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Cálculos Urinários

Formações endurecidas nos rins ou nas vias urinárias

Cálculos renais ou pedras nos rins são formações endurecidas nos rins ou nas vias urinárias, provenientes do acúmulo de cristais existentes na urina. Os rins são os órgãos responsáveis por filtrar o sangue para eliminar substâncias nocivas ao organismo, assim como uma série de resíduos do metabolismo e outras substâncias em excesso para manter em equilíbrio o meio interno. A urina não é nada mais que o sangue filtrado pelos rins e contém muitos minerais e sais dissolvidos. Quando sua urina tem altos níveis destas substâncias, pode ocorrer a precipitação de cristais e formação de cálculos renais. Os cálculos são pequenos no início, mas podem aumentar de tamanho com o passar do tempo e até mesmo preencher as cavidades internas do rim. Algumas pedras permanecem no rim e não causam problemas. Algumas vezes, a pedra pode passar para o ureter (o tubo que transporta a urina produzida pelos rins até a bexiga), bloquear o fluxo de urina e ocasionar a tão temida cólica renal.

Quais as principais causas dos cálculos renais?

Baixo volume de urina (baixa ingestão de líquidos)

Sem dúvidas um dos principais fatores de risco! Pode ocorrer em indivíduos com desidratação, que moram ou trabalham em ambientes quentes, ou não bebem líquidos suficientes. Quando a quantidade água na urina não é suficiente para dissolver todos os sais presentes nela, estes retornam a sua forma sólida e se precipitam. Os sais precipitados na urina tendem a se aglomerar, formando inicialmente pequenos cristais e, à medida que continuam se depositando, dão origem às pedras.

Solução: ao aumentar a ingestão de líquidos há uma maior eliminação de água na urina e diluição destes sais, reduzindo o risco de formação de cálculos.

Mas quanto de líquido devemos tomar diariamente?
Tendo em mente que devemos produzir 2,5 litros de urina por dia, seria necessário a ingestão de mais ou menos 3 litros de líquido diariamente! Recomendamos que indivíduos formadores de cálculo bebam o equivalente a 30 a 50 ml de líquidos por kg em um dia. Então, por exemplo, uma pessoa de 80 kg deveria beber, PELO MENOS, 2.4 litros de água (30 x 80 ml/dia = 2.400ml/dia).

Podemos tomar qualquer tipo de líquido?
A resposta é NÃO. Sabemos que bebidas açucaradas, especialmente os refrigerantes escuros (à base de cola), aumentam o risco de formação de cálculos. A água é o principal tipo de líquido que você deve ingerir diariamente. Se você não é fã de água, dê preferência para líquidos como chá e sucos cítricos (laranja e limão). Estes sucos são ricos em substâncias que inibem a cristalização dos minerais na urina, reduzindo a chance de formação de pedras. Mas não se deixe enganar! Sucos em pó e de caixinha possuem muito sódio e corantes que favorecem a formação de cálculos. Evite-os sempre que possível.

Dieta
A dieta também afeta a chance de formar cálculos renais. Dietas ricas em sal, proteínas e açúcares são fatores de risco.

CÁLCIO

Curiosamente, apesar da maioria dos cálculos serem compostos de cálcio e surgirem do excesso de cálcio na urina, NÃO devemos restringir o consumo deste na dieta. Muito pelo contrário, devemos manter uma ingestão NORMAL de cálcio na dieta. O cálcio ingerido se junta com outros sais no intestino e são eliminados em conjunto nas fezes (e não vão para a urina). Quando o cálcio no intestino não é suficiente, estes outros sais ficam livres para serem absorvidos no sangue e eliminados em excesso na urina. O resto já sabemos: excesso de sais na urina faz com que ela fique muito concentrada e favorece a precipitação de cristais.

Recomendamos a ingestão de 1,2 grama de cálcio por dia. Isto equivaleria a 4 copos de leite ou 3 copos de iogurte natural. O único cuidado deve ser com os suplementos de cálcio, já que quando consumidos em demasia e principalmente em jejum, parecem aumentar o risco de pedra nos rins.

SÓDIO

Ao invés de reduzir a ingestão de cálcio, você deve reduzir a ingestão de sódio (sal). Este sim, faz com que ocorra um aumento da eliminação de cálcio na urina e é um fator de risco para a formação de pedras de cálcio.
Recomenda-se a ingestão de, no máximo, 6g de sódio por dia. Para os formadores de pedras renais, este valor deveria ser ainda menor: de 2 a 3g. Segundo uma pesquisa nacional de saúde realizada em 2013, a média nacional de consumo de sal é de 9,3 gramas (3 a 5 vezes maior que o recomendado!!!).

PROTEÍNAS

Uma dieta rica em proteínas animais (como carne de vaca, porco, frango e peixe) pode aumentar os níveis de ácido úrico no corpo e na urina. Altos níveis de ácido úrico na urina favorecem tanto a formação de cálculos de cálcio quanto a de ácido úrico (sim, existem também cálculos de ácido úrico e são o segundo tipo mais comum de cálculo, atrás apenas dos cálculos de cálcio).

Recomendamos o consumo de, no máximo, 1 grama por quilo por dia de proteína de origem animal. Voltando a nosso exemplo: uma pessoa de 80 kg deveria, portanto, consumir 80 gramas de proteína animal por dia. Sabendo que um bife do tamanho da palma da mão de um indivíduo médio tem 100 gramas de proteína, a pessoa de 80 kg deveria comer menos que um bife do tamanho da palma de sua mão por dia! Neste caso, devemos dar preferência para as proteínas de origem vegetal ou para a carne de peixe e frango ao invés da carne de vaca e porco.

FRUTAS, LEGUMES E CEREAIS

 São alimentos ricos em potássio, citrato e fitato, substâncias que possuem um efeito protetor em relação à formação de pedras.

 

Obesidade

É, atualmente, um dos principais fatores de risco para cálculos renais. Você pode ter a tendência de desenvolver cálculos renais em decorrência de um histórico de cálculos na sua família (hereditário), e você não tem controle sobre este fator em particular. A obesidade, no entanto, é um dos principais fatores de risco que você pode modificar!

Estudos apontam que formadores de pedra têm um IMC maior que aqueles que não formam cálculos. Além disso, homens e mulheres obesos têm maior chance de desenvolver outras doenças como hipertensão e diabetes. Ambas as condições também estão associadas a um maior risco de pedras nos rins.

  • De uma maneira geral, colocamos abaixo dicas e sugestões preciosas para prevenir as pedras nos rins:
  • Ingestão adequada de líquidos (em torno de 3 litros por dia)
  • Baixo consumo de sal (2 a 3 gramas por dia)
  • Ingestão normal de cálcio (4 copos de leite por dia)
  • Baixo consumo de proteínas de origem animal (até 1g/kg/dia)
  • Dieta rica em frutas, legumes e cereais
  • Evitar sobrepeso e obesidade
  • Prática regular de atividades físicas
 
Quais os sintomas dos cálculos renais?

Muitos pacientes possuem pedras nos rins e não têm nenhum sintoma, descobrindo o cálculo renal por acaso, durante um exame de imagem abdominal, como ultrassom ou tomografia, solicitados por qualquer outro motivo. Quando a pedra não obstrui nenhuma parte do sistema urinário tende a não gerar nenhum sintoma.

No entanto, alguns pacientes que nunca imaginariam ter a doença podem ser pegos de surpresa ao apresentar a manifestação mais clássica (e temida!) do cálculo renal: a CÓLICA RENAL. A cólica acontece quando um cálculo que estava no rim se move e fica impactada em algum ponto do ureter (tubo que leva a urina do rim à bexiga), causando obstrução e dilatação das vias urinárias.

Via de regra, a cólica renal se manifesta como uma dor lombar intensa, de início súbito, e que pode se irradiar para a região inferior do abdome. Ao contrário das dores na coluna, que melhoram com o repouso e pioram com a movimentação, a cólica renal dói intensamente, não importando a posição ou o que o paciente faça. Grande parte dos pacientes apresenta também sangue na urina devido a lesão que a pedra ocasiona no ureter durante sua descida em direção à bexiga. Outros sintomas que podem estar presentes são náuseas, vômitos, dor ou queimação ao urinar e urgência urinária.

Apesar de ser uma experiência extremamente dolorosa e traumática ao paciente, a cólica renal tem tratamento. Muitos cálculos no canal da urina, especialmente aqueles pequenos (menos que 5 mm) e localizados na parte final do ureter, habitualmente saem espontaneamente pela urina sem necessidade de cirurgia. O cálculo demora, em média, 1 a 2 semanas para ser expelido, e o paciente recebe medicações como analgésicos, anti-inflamatórios e um remédio que ajuda a dilatar o canal e expelir a pedra.

Algumas vezes, no entanto, é necessária a cirurgia para remoção da pedra. Esta cirurgia é feita pelo canal da urina (não tem cortes!) e a pedra é quebrada com um laser e retirada do corpo. No vídeo abaixo explicamos o procedimento para retirada da pedra no canal da urina (ureter).
Quando não tratada adequadamente, a pedra no canal pode ficar impactada no ureter, provocando uma obstrução à drenagem de urina e dilatação do rim, chamada de hidronefrose. Em casos extremos pode ocorrer a perda definitiva da função do rim.

Cálculo impactado no canal da urina, ocasionando obstrução à passagem de urina e dilatação do rim (hidronefrose).

Como podemos tratar as pedras nos rins?

Na maioria das vezes, quando a pedra está no rim (e não no ureter como no caso das cólicas renais) também realizamos a cirurgia pelo canal da urina, sem cortes. Mas neste cenário usamos um aparelho diferente em comparação ao usado nas cirurgias para os cálculos de ureter, o chamado ureteroscópio flexível. Tal instrumento consiste em um fino tubo flexível contendo uma microcâmera em sua ponta, possibilitando o acesso até o rim e uma visão do trato urinário “por dentro”! Após a identificação da pedra, introduzimos uma fibra de laser por dentro do aparelho para quebrá-la. Os fragmentos da pedra são, finalmente, removidos com o auxílio de um dispositivo em forma de cesta. Trata-se de uns métodos mais modernos para tratamento dos cálculos urinários!

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