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Câncer de Próstata, Rim e Bexiga

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Câncer

Câncer de Próstata

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não melanoma!). No brasil a doença corresponde a quase 30% dos tumores malignos em homens e, de acordo com dados recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA), um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata.

Mas afinal, o que é a próstata???
A próstata é uma glândula presente apenas no homem e que se localiza na parte baixa do abdome (pelve). Ela é um órgão pequeno, pesando em torno de 20 gramas e com formato de uma maçã encontrada logo abaixo da bexiga envolvendo a uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. Sua principal função é produzir parte do sêmen, o líquido liberado durante o ato sexual que contém os espermatozoides.

Fatores de risco: a doença é tipicamente um câncer da terceira idade, já que 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos e é raro em homens com menos de 50 anos. Outros fatores de risco conhecidos são: histórico familiar de câncer de próstata, raça (homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer) e obesidade, de tal modo que os homens com algum deles devem ter atenção redobrada.

Sintomas: na fase inicial o câncer de próstata NÃO APRESENTA SINTOMAS e é justamente quando detectado nesta fase que a doença tem as maiores chances de cura.

“Não existe melhor cura que a prevenção”. Esta frase se aplica em todo âmbito da saúde, mas em especial quando o assunto é câncer de próstata: cerca de 90% dos pacientes podem ser curados se o câncer for detectado e tratado precocemente. Quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Daí a importância de se realizar as consultas anuais com o urologista e o rastreamento desta doença!!!

Rastreamento: homens a partir dos 50 anos que não têm fatores de risco ou homens a partir dos 45 anos com estes fatores devem ir ao urologista para iniciar o rastreamento com o exame do toque retal e o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Cerca de 20% dos cânceres são diagnosticados apenas pela alteração no toque retal. O PSA tem a função de tornar o sêmen mais líquido e é uma proteína produzida quase que exclusivamente pela próstata, no entanto inúmeros fatores podem fazer o PSA aumentar e não apenas o câncer! Como a próstata aumenta de forma benigna com o passar dos anos, o PSA também pode aumentar. Da mesma maneira, o PSA aumenta com o evoluir do câncer de próstata. Assim, se o PSA estiver aumentando, o urologista pode definir se a alteração do PSA é por uma causa benigna ou maligna.

Tratamento: este vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, expectativa de vida e o estágio da doença, devendo ser individualizado para cada paciente. Quando está localizado apenas na próstata, o câncer pode ser tratado com a cirurgia de retirada total deste órgão (prostatectomia). Se a doença está em fase inicial é realizada a preservação dos nervos que passam ao lado da próstata e são responsáveis pela ereção. A cirurgia pode ser realizada por via aberta, laparoscópica ou mais recentemente a robótica. A técnica robótica foi um enorme avanço e grande divisor de águas para a cirurgia de retirada da próstata, tendo inúmeros benefícios como:

  • Menor dor pós-operatória
  • Menor perda de sangue
  • Cortes e cicatrizes menores
  • Recuperação mais rápida 
  • Menor risco de infecção
  • Menor tempo de internação
  • Melhor visualização e precisão do procedimento

Câncer de Rim

O câncer de rim está entre os 10 mais frequentes e representa cerca de 3% das neoplasias em adultos, afetando mais comumente pessoas entre 50 e 70 anos e sendo duas vezes mais comum nos homens que nas mulheres.

Fatores de risco: apesar de não sabermos exatamente quais as causas do câncer de rim, inúmeros fatores de risco podem aumentar as chances do paciente apresentar a doença ao longo de sua vida. Entre eles, podemos destacar: tabagismo (é o principal fator de risco e fumantes podem ter até 10 vezes mais chance de desenvolver câncer de rim!), histórico familiar de câncer de rim, hipertensão arterial, obesidade, idade, sexo e alguns fatores genéticos

Sintomas: dor lombar, no abdome ou dos lados do corpo, presença de sangue na urina, cansaço, perda de peso rápida e sem explicação, inchaço nos pés e nas pernas e anemia são alguns dos sintomas que podem estar presentes, especialmente quando o câncer está em uma fase avançada.

Diagnóstico: recomendamos sempre a realização de uma ultrassonografia de abdome de rotina para os pacientes que nos procuram para realização de exames periódicos, e este exame pode evidenciar a presença de lesões no rim. Mas quando evidenciado um tumor renal suspeito, sempre devemos confirmar com um método mais específico, habitualmente a tomografia ou ressonância de abdome com contraste.

Tratamento: de modo geral envolve a retirada do órgão acometido. Em alguns casos, quando a lesão pé de pequenas dimensões e está em uma localização favorável podemos realizar a retirada somente da parte afetada pelo câncer, preservando assim o restante do rim e reduzindo as chances do paciente necessitar de diálise ao longo de sua vida. Nestes casos a cirurgia robótica contribui grandemente e facilita a realização da cirurgia parcial (retirada do tumor apenas).

Câncer de Bexiga

O câncer de bexiga compromete as células que recobrem as paredes internas da bexiga, órgão oco responsável pelo armazenamento de urina proveniente dos rins antes de sua eliminação durante a micção. 

Fatores de risco: o tabagismo é, sem dúvidas, o principal fator de risco para o câncer de bexiga e 50 a 70% dos casos estão associados ao cigarro. Parte das substâncias tóxicas presentes no cigarro são eliminadas na urina e agridem as paredes internas da bexiga. Outros fatores incluem a exposição prolongada a compostos químicos presentes em tintas e borrachas, e uso prolongado de alguns tipos de medicações. 

 

Sintomas: os sintomas mais comuns são a presença de sangue na urina, geralmente de cor vermelho vivo e associado a coágulos, irritação ao urinar, aumento do número vezes que é necessário urinar e dor na região pélvica. 

Tratamento: na maioria dos casos o tratamento é feito através do canal da urina, através do qual introduzimos um instrumento que possui uma câmera, e que permite a colocação de uma alça utilizada para remoção do tumor dentro da bexiga. Em casos mais avançados, quando a doença compromete o músculo da bexiga pode ser necessária a cirurgia de remoção completa da bexiga. 

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